A Cidade Antiga de Anren (安仁古镇) é uma cidade bem preservada da era Republicana (1912–1949), a 50 km a oeste de Chengdu, no Condado de Dayi. A rua principal está ladeada por 27 mansões de pedra construídas por senhores da guerra e banqueiros nos anos 1930–1940: tijolo cinza, arcadas, venezianas de madeira, lanternas vermelhas. Mas a verdadeira razão para vir é o Conjunto de Museus Jianchuan: uma coleção privada com mais de 30 museus temáticos, aberta em 2003 pelo empresário imobiliário Fan Jianchuan.
Por que é incomum
A maioria dos museus chineses conta a história oficial. Jianchuan é privado, eclético e sem meias-palavras: um salão inteiro de porcelana da Revolução Cultural, outro de equipamentos militares da Guerra de Resistência, outro de objetos domésticos dos anos 1950. Comove, às vezes incomoda, mas é único. Muitos textos estão em chinês, mas a força visual fala por si.
O que ver
- Rua principal: 27 mansões Republicanas, fachadas grátis, algumas internas são pequenos museus
- Conjunto Jianchuan: ingresso combinado 100 yuans por dia, escolha 5–6 salas em 4 horas
- Salão da Guerra de Resistência: o mais visitado, armamento, uniformes, depoimentos
- Crônicas Vermelhas: cartazes, estátuas e objetos da Revolução Cultural, o mais comentado
- Mansão Chen Bolin: mansão de senhor da guerra dos anos 1940, hoje museu da vida familiar
Informações práticas
- Endereço: Anren, Condado de Dayi, 50 km a oeste de Chengdu
- Como chegar: ônibus de Chadianzi até Anren, 18 yuans, 1h30; ou táxi/Didi de Chengdu, cerca de 120 yuans, 1 hora.
- Horário: cidade antiga o dia todo; museus 9h–17h30 (fecha às segundas)
- Ingressos: cidade antiga grátis; Conjunto Jianchuan 100 yuans (válido o dia todo); Mansão Chen 40 yuans
- Duração: 5–6 horas com deslocamento
- Melhor época: dias de semana; fins de semana são dia de família
Dicas para estrangeiros
Não é uma parada rápida, reserve o dia inteiro. Calçado de caminhada e garrafa de água. Alguns salões (guerra, Revolução Cultural) são emocionalmente pesados; faça pausas. As placas em inglês são escassas nos salões menores, mas os objetos falam. Se só visitar um museu do conjunto, escolha o da Guerra de Resistência. Refeição no local 40–60 yuans por pessoa.
Como se locomover em Chengdu. O metrô cobre a maioria dos pontos centrais; compre um cartão Yangchengtong ou use o QR do Alipay/WeChat no seu celular. O táxi parte de 8 yuans e é barato para os padrões ocidentais, mas o Didi (o Uber chinês) é ainda mais cômodo e mostra o preço antecipado. O ônibus cobre tudo, mas vai cheio. Para excursões a Dujiangyan, ao Monte Qingcheng ou a Anren, reserve na recepção do hotel ou pelo aplicativo do trem interurbano. O centro é apropriado para caminhadas, mas o calor e a umidade do verão exaurem — programe uma pausa para o chá à tarde. O inglês é falado em grandes hotéis e pontos turísticos, mas quase em nenhum outro lugar; baixe um aplicativo de tradução e leve um cartão com o endereço do hotel em chinês para mostrar ao motorista. Leve o passaporte, exigido em museus e trens de alta velocidade.
Dinheiro, segurança e etiqueta. Chengdu é uma das grandes cidades mais seguras da China; a criminalidade violenta contra turistas é rara. Ainda assim, cuide da bolsa em ônibus lotados e em Jinli ou Kuanzhai. O pagamento móvel domina: a maioria das barracas aceita Alipay ou WeChat Pay mesmo para lanches de 5 yuans, mas leve dinheiro (notas de 100 yuans) para templos remotos e taxistas mais velhos. Gorjeta não é esperada. Nos templos, vista-se com modéstia (ombros e joelhos cobertos) e não aponte para estátuas com o dedo. A comida de Sichuan é genuinamente picante-adormecedora; se não aguentar, peça buguo la (sem picante) ou o molho à parte. Beba água engarrafada, não da torneira.