Chengdu (成都, Chéngdū) é a capital da província de Sichuan e o verdadeiro motor econômico, logístico e cultural do sudoeste da China. A área metropolitana ultrapassa os 21 milhões de habitantes, o que a coloca entre as dez maiores cidades do país. Fundada há mais de 2.300 anos como coração do antigo reino Shu, raras metrópoles chinesas conservaram por tanto tempo o mesmo nome e o mesmo sítio. Hoje, antigas casas de chá convivem com arranha-céus de vidro, e o ritmo de vida é visivelmente mais calmo que em Xangai ou Pequim.
Por que os viajantes vêm aqui
A maioria dos visitantes ouve falar de Chengdu por dois cartões de visita: os pandas gigantes da Base de Pesquisa de Criação de Pandas-Gigantes de Chengdu e o hot pot de Sichuan que define a cozinha local. Além disso, Chengdu é a porta de entrada para o Tibete, o planalto ocidental de Sichuan e templos tombados como Patrimônio Mundial, enquanto um cenário de negócios cresce em eletrônicos, aeroespacial e finanças.
Como a cidade se divide
O núcleo de Chengdu se espalha por vários distritos centrais, cada um com seu caráter. Conhecê-los ajuda a escolher onde se hospedar.
- Jinjiang (锦江) e Qingyang (青羊): o centro histórico, com as vielas Kuanzhai, o Mosteiro Wenshu e o Parque do Povo.
- Wuhou (武侯): batizado pelo famoso Templo dos Três Reinos, cheio de casas de chá e da rua antiga Jinli.
- Chenghua (成华): onde ficam a Base dos Pandas e o distrito artístico Eastern Suburb Memory.
- Jinniu (金牛): uma faixa comercial e residencial ao norte da cidade velha.
- Gaoxin (高新): o distrito de negócios ao sul, com escritórios, shoppings e hotéis.
- Tianfu New Area (天府新区): a nova extensão meridional em rápido desenvolvimento.
- Shuangliu (双流): o antigo distrito aeroportuário, hoje ligado pelo metrô ao centro.
População e estilo de vida
A cidade atrai muitos jovens profissionais por um custo de vida menor que o das megacidades costeiras e por uma cultura obcecada por comida. Os habitantes são famosos por passar tardes jogando mahjong em casas de chá, comendo duas vezes ao dia em pequenas casas de macarrão e recebendo visitantes com aquela hospitalidade tranquila que a cidade chama de xian (lazer).
Informações práticas
- Orientação: Chengdu é organizada por anéis (1º a 4º), com a Praça Tianfu como referência natural.
- Primeira parada: Parque do Povo para tomar chá, ou a Rua Chunxi para compras e observação de gente.
- Transporte: as linhas 1 a 4 do metrô cobrem os principais pontos; use o QR do app Chengdu Metro.
- Idioma: o mandarim é universal; os mais velhos podem falar o dialeto de Sichuan, compreensível para o viajante.
- Dica: não julgue a cidade pelas avenidas principais, entre nos becos laterais para encontrar a verdadeira Chengdu.
Dicas rápidas para iniciantes
- Leve uma cópia do passaporte; hotéis e alguns locais a registram.
- Peça táxi por aplicativo em vez de parar carros na rua.
- A água da torneira não é potável; água engarrafada é barata em qualquer lugar.
- Desacelere. O sentido de Chengdu é sentar, comer e ver a vida passar.
Como Chengdu se compara a outros metrôpoles chinesas
Quem chega pela primeira vez costuma perguntar onde Chengdu fica diante de Pequim, Xangai e Cantão. É menor que as gigantes costeiras, mas brilha em aviação, manufatura eletrônica e turismo de partida para o Tibete. Jantar de hotel médio sai uns 30 a 40 por cento mais barato que em Xangai, e a rede de metrô já está entre as dez maiores do mundo. Ruas mais largas, intervalos de almoço mais longos, ritmo de negócios mais tranquilo.
- Não compare a vida noturna com Xangai; o bar de Chengdu é menor, mas concentrado em Yulin e Jiuyanqiao.
- Traga tênis confortável, as vielas do centro velho pedem caminhada.
- Placas em inglês nos grandes terminais de transporte, mas ralas nos bairros residenciais.
- Pegue um mapa impresso na recepção, de graça, que mostra vielas que os apps omitem.
- Reserve um dia extra para Leshan ou Monte Qingcheng, ambos viagens fáceis de um dia.